Eu acredito na mudança… e tu?

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Comecei pelos agradecimentos, a todas as participantes, mas em especial à Dra Aida, diretora da BLCS, pelo voto de confiança. Foi a segunda vez que apresentei o meu trabalho nas comemorações do Dia Internacional da Mulher e, mais uma vez, foi um sucesso. Recordei que este ano faz 8 anos que estive naquele auditório pela primeira vez a apresentar o meu CD de Taças Tibetanas e Gongos, numa fase completamente diferente daquela em que estou hoje, uma outra Ana, uma das muitas desta existência.
Resgatei do passado também a memória que vim para a Braga há 13 anos, sem familia, sem amigos, mas com a perspectiva de uma carreira como técnica superior de laboratório na ECS da UM… e passados três anos desisto desse emprego “seguro” para me dedicar a uma vida completamente nova, totalmente do zero, cheia de desafios, mas também muitas bençãos…
E numa cidade que não é o meu berço, muito conservadora e cheia de preconceitos, como é delicioso – depois de 10 anos de obstáculos, mas também muitas vitórias; após partir muita pedra, abrir muitas mentes, caminhos e tocar muitos corações – ser reconhecida e receber elogios como:

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Possa eu ser a mudança que quero ver no mundo… continuando a inspirar muitos com o meu “Feminino”, “bem-estar”, “harmonia” e “tranquilidade”.
Eu acredito que a mudança é possível! Eu acredito num mundo mais amoroso, compassivo, natural, autêntico, feliz, saudável, harmonioso, livre; onde homens e mulheres não só se respeitam, mas adoram-se! Onde o amor não tem fronteiras, cor, raça, género… onde a compaixão não tem limites… onde é possível a devoção entre muitos corações abertos… onde os corpos vivem em êxtase… onde a sensualidade e a sexualidade é sagrada… onde as relações são vividas com integridade e paixão… Mas também acredito que essa mudança começa por mim… e por ti… por cada um de nós!
Grata à minha família que sempre me apoiou e respeitou incondicionalmente… Grata a quem me segue com tanta determinação e coragem… Grata ao meu companheiro por caminharmos lado a lado, de corações unidos e apaixonados…
Grata a mim, grata à vida e grata a todos que abraçam o caminho da mudança interior!
Todos beneficiamos… o planeta e a humanidade agradece!

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O que é mindfulness do coração?

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Mindfulness do Coração é apreciar o momento presente através do coração de criança… aquele coração que ama sem julgamento e que vai além dos limites dos conceitos! aquele coração que se abre porque nada teme e aquele que não se protege porque confia!
Um método para começarmos a ver com os olhos do coração e não com os olhos do pensamento… com os olhos dos sentimentos e não com os olhos dos conceitos… para finalmente contemplarmos a realidade com os múltiplos olhos da sabedoria, como uma noite estrelada que tudo ilumina… como o calor do sol que nada discrimina!
Esta preciosa prática meditativa é como uma chave que abre o tesouro do nosso coração de criança! Esse tesouro tem o potencial de curar, transformar, purificar o corpo, as emoções, a mente, a energia!
É a arte de render ao que não pode ser mudado; de deixar ir o que ainda nos magoa… de sarar feridas abertas que não têm idade; de cicatrizar dores invisíveis… de lavar as nódoas de medos ocultos; de soltar o que está preso!
É libertar as nossas asas do amor e da confiança, saltar com bravura no espaço sem limites da nossa natureza pura e voar com doçura, saboreando a leveza da liberdade!
É despertar a inocência, a alegria, o contentamento, a espontaneidade… a simplicidade do amor de criança!
É ir além do que nos limita e nos separa, completamente além… e ser amor!

Tadyata Gate Gate Paragate Parasamgate BodhiSoha!

O que é um ritual?

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Acendo um vela e a sua luz aquece o meu coração… contemplo a beleza das flores para me recordar da minha beleza interna… ao entoar o mantra deixo a vibração penetrar no meu corpo… junto as minhas mãos ao peito e saúdo o sagrado em mim… cada respiração lembra-me que estou viva! cada suspiro conduz-me a camadas mais profundas de mim mesma! cada movimento do meu corpo permite-me honrar o meu templo sagrado!
Ritual é imprimir em cada gesto, cada palavra, cada olhar, cada respiração, cada pensamento, um significado de poder! Esse significado tem a capacidade de transformar! Cada símbolo é amor em ação! É a expressão divina do que somos!

Precisamos de resgatar a tradição dos rituais! Urge colorirmos a nossa vida com a magia dos rituais! Rituais que nos fazem recordar quem somos! Rituais que nos fazem expressar o melhor de nós! Rituais que nos permitem ir mais além…

Com a sua luz que tudo nos ilumina. Com o seu brilho que tudo enche de frescura. Com a sua beleza que tudo penetra. A Lua nos chama para momentos de quietude, repouso, mas também plenitude e êxtase. O seu poder de cura, transformação e sublimação é imenso. Conectarmo-nos com o seu poder, é despertar esse poder no interior de nós… vamos meditar, vamos serenar, mas também vamos festejar, vamos celebrar a Lua Cheia!

 

 

Celebrar a última Lua Cheia do ano!

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Evento: Ritual de Meditação da Lua Cheia
Data: Quarta, 14 Dezembro
Hora: 19:30 às 21:00
Local: Estúdio de Yoga Tibetano – Ana Taboada
Contribuição: 10€ / mulher ou homem

Descrição:
Com a sua luz que tudo nos ilumina. Com o seu brilho que tudo enche de frescura. Com a sua beleza que tudo penetra. A Lua nos chama para momentos de quietude, repouso, mas também plenitude e êxtase. O seu poder de cura, transformação e sublimação é imenso. Conectarmo-nos com o seu poder, é despertar esse poder no interior de nós… vamos meditar, vamos serenar, mas também vamos festejar, vamos celebrar a Lua Cheia!

Inscrições: ana@anataboada.com

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Mais sobre este Ritual:

Noite de Lua Cheia é sempre muito especial… A sua luz cura! O seu brilho transforma! A sua beleza abre-nos ao oceano de amor!
Quando meditamos numa noite de Lua Cheia usamos o seu poder para alcançar quietude… para repousar no nosso Templo interno… para nos banharmos no seu êxtase… para regressar a casa e a partir desse lugar criar vidas de sonho!
Com o mesmo propósito, com a mesma intenção vamos todos juntos festejar e celebrar a última Lua Cheia deste ano!

PS: Inclui meditações para purificação, para encontrar a quietude mental e para sentir êxtase… com algumas práticas adicionais, como massagem e dança!

Trago comigo encantamento…

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Neste tórrido mês de Agosto, no inspirador cenário natural do Monte Mariposa, juntamo-nos num círculo de Dakinis, guiadas pelo coração e pela sabedoria da Ana Taboada, para celebrar e (re)descobrir a mulher, a deusa, que somos. Foi maravilhoso!
O que trouxe comigo? Ah! tanta coisa que é difícil explicar, as palavras parecem não chegar…
Trago comigo encantamento com o meu corpo, com a minha capacidade de sentir.
Trago um sentimento de união, de irmandade no feminino – somos irmãs de corpo e coração, e é tão belo que me emociono sempre que penso nestes dias. Sorrio sempre que penso em nós, juntas, a celebrar. Foi lindo!
Trago comigo novas práticas, que tenho procurado tornar diárias. Sinto o meu corpo a responder com mais alegria, com maior vivacidade e vigor, com mais poder!
Caminhar pelo meu centro de poder tornou-se uma nova forma (quase) natural de caminhar – o meu corpo começa a assumir essa postura como a minha maneira de me apresentar ao mundo, quase sem esforço. E a resposta dos outros é tão forte que mais uma vez me faz sorrir – temos realmente um poder incrível dentro de nós!
Trago comigo as gargalhadas, as brincadeiras, a alegria e as lágrimas, de limpeza e libertação de tantos traumas e medos. E a partilha – que poderosas se tornaram as partilhas!
Trago comigo os tempos de descanso tão sabiamente encadeados entre práticas e ensinamentos – permitiu-me ir integrando cada momento.
Trago comigo o espaço, o belíssimo espaço natural do Monte Mariposa com o cantar das cigarras e o zumbir dos mosquitos, os figos e as alfarrobas, a água tépida da piscina e o calor do sol, o brilho intenso das estrelas e a suavidade dos lençóis, e as saborosas e nutritivas refeições que partilhamos! Que falta me fazem em casa!
O brilho dos meus olhos cresceu e o meu sorriso ampliou-se. Dentro de mim (re)nasceu a felicidade. Sinto amor por mim, por vocês, por nós! Somos maravilhosas!
Em Agosto de 2017 lá estarei (seja esse o meu caminho).

Dakini Sónia
Retiro Celebrar a Dakini – 8 a 11 Agosto – Monte Mariposa (Santa Catarina de Fonte do Bispo – Tavira)

…Já lá vão umas semanas e parece que foi ontem… ler as palavras da querida Sónia fizeram-me recuar no tempo e voltar a sentir aquela força da união, da entrega, da partilha, do poder interno, da irmandade, da autenticidade… e muito, muito mais…

E para quem ainda não viu ou quer recordar, eis o meu mais recente vídeo no meu Canal de YouTube sobre o Retiro Celebrar a Dakini:

 

Coração cheio de mulher!

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Neste início de Agosto desci até ao Algarve onde deliciei-me com alguns dias de praia antes de iniciar o tão esperado Retiro Celebrar a Dakini… A praia foi um bálsamo, a família um quentinho para o coração, o mar uma purificação, a lua como uma batida forte da mãe natureza a chamar a ser mulher! Sou mulher, sou deusa, sou Dakini… e não podia estar melhor para no dia 8 Agosto iniciar a orientação do meu primeiro retiro só para mulheres no paraíso do Monte Mariposa!

As palavras são secas, sem essência para descrever a plenitude e profundidade daquelas dias na partilha, união e conexão entre aquelas mulheres, tão diferentes, mas tão iguais.
Chorámos juntas… mas rimos ainda mais! Gritámos em sintonia, mas cantámos mais alto! Com coragem de leoas olhámos, sorrimos e abraçámos os nossos medos, fragilidades e vulnerabilidades… despertámos a mulher ancestral, a selvagem, mas também aquela que é sublime e sempre será a deusa! Todas juntas sentimo-nos mais Dakinis… mais empoderadas, mais vivas, de coração cheio de mulher!
Para Agosto de 2017 lá estaremos novamente…

 

E porque nunca é demais falar deste retiro Celebrar a Dakini, eis o lindo testemunho de uma das Dakinis:

“Conheci a Ana no dia 8 e março (dia da Mulher) deste ano quando decidi participar numa apresentação sobre “Mindfulness dos Sentidos” que dinamizou em Braga, local onde nasci e quase sempre vivi. Nessa altura, sentia-me algo desorientada, presa a medos e acontecimentos pessoais que teimavam em controlar a minha atitude perante a vida. Vida que se centrava em cuidar dos que me rodeavam, a nível pessoal e profissional, esquecendo-me da minha essência como Mulher. Depois de ouvir a Ana, que de forma tão natural partilhou alguns dos seus conhecimentos sobre Mindfulness, apercebi-me que podia ser muito mais feliz e decidi que tinha que cuidar de mim e procurar alcançar a tranquilidade interior que tanto desejava!
Quando soube da realização do retiro “Celebrar a Dakini!” senti que seria algo que tinha que participar. E de facto estou tão orgulhosa dessa minha decisão. Fui sem saber muito bem para o que ia, mas com muita vontade e curiosidade. E sentindo sempre que iria cuidar de mim! Conheci Mulheres com uma energia incrível, experienciei algumas práticas de Yoga tibetano (como o Lu Jong, Tsa Lung) que desconhecia totalmente e que me fizeram sentir tão bem física e mentalmente, reaprendi a ser Mulher em toda a sua plenitude, sem barreiras nem tabus mas com toda a naturalidade e sensualidade. E regressei ao meu “mundo real” com uma energia interior que me tem permitido ultrapassar barreiras interiores e descobrir uma forma de estar e viver a vida com tranquilidade, leveza, bem-estar e autoestima. E a dançar com o corpo e com a nossa mente! Obrigada Ana e a todas as Dakinis! Um abraço apertadinho a cada uma de vós. Até breve!”
Dakini Isabel – Braga

E eis o meu mais recente vídeo no meu Canal de YouTube só podia ser para recordar o Retiro Celebrar a Dakini:

Honrar ser mulher, ser mulher por inteiro!

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O que será ser mulher por inteiro? O que é isso de ser mulher completa? E o que é honrar ser mulher?
É bastante claro para mim que honrar significa abraçar todo o universo de um ser e não apenas uma parte… mas é também dar-lhe a devida atenção e valor… É sem vergonha e sem sentimento de culpa, olhar, reconhecer e adorar! Exige aceitação e apreciação.
Aceitar que ao ser mulher tenho uma mente que ora cai num padrão feminino demasiado emotivo que se vitimiza, ora no padrão masculino demasiado racional que se torna controlador… é purificar essas energias para que o feminino e o masculino dentro de mim se equilibrem e a inteligência se converta em sabedoria.
Aceitar que tenho uma força selvagem que corre no meu sangue e nasce nos meus ossos… é libertar a mulher ancestral que está para além da cultura, da sociedade e do conceito, que é fogo e que é terra, que é coragem e se expressa sem medo. É descobrir esse meu centro de poder interno e colocá-lo em acção respeitando o meu alinhamento.
Aceitar que tenho um coração que ama, que cuida, que acarinha e vê a beleza à sua volta como reflexo da sua própria beleza. É a suavidade da água e do vento que me faz ser doce, flexível, amorosa, ser amante, mãe e cuidadora.
Aceitar que nesta mulher há a inocência de uma criança que grita para ser espontânea, criativa e que anseia por rir até chorar e brincar até morrer…
Aceitar que esta mulher se deve olhar ao espelho e gostar e adorar o que vê, gostar e adorar o que toca… um corpo perfeito para despertar mil e uma sensações e para sentir puro prazer. Um templo sagrado que é sensorial e que é sexual e que é sensual e que precisa de ser nutrido e cuidado, curado e transformado, respeitado e purificado… e não só uma parte, mas sim todo ele, incluindo as partes mais íntimas e mais sagradas que contêm escondidas os seus maiores tesouros, mas também o seu passado recalcado, os seus medos escondidos, a sua herança mal resolvida, a sua vergonha disfarçada.
Aceitar que esta mulher quer ser feliz, quer amar, quer sentir êxtase até ao infinito porque este é o seu potencial… quer expandir, quer ser inteira, quer ser completa porque isto é ser Dakini!

Resgatar a mulher inteira, aquela que é fogo, mas também água… aquela que é terra, mas também vento… aquela que aprende a equilibrar e purificar as suas energias mais femininas e mais masculinas… aquela que é mente, mas também é corpo… aquela que é coração, mas também selvagem… aquela que é criança, mas também é deusa… aquela que dança no espaço aberto empoderada e livre de medos… aquela que se rende e se entrega sem perder a sua autenticidade… É curar a mulher ferida, é transformar a mulher selvagem, é sublimar a mulher deusa, é celebrar a mulher Dakini!

 

E eis o meu mais recente vídeo já online no meu Canal de YouTube sobre o princípio ativo da Dakini:

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