Amor & Compaixão [18/25.09.2013]

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“Tal como as mãos e outras partes
São consideradas membros de um corpo,
Não podemos, do mesmo modo, considerar os outros
Como partes e membros de um todo vivo?

Tal como em conexão com esta forma, destítuida de si,
O meu sentimento de “eu” surgiu através de um forte hábito,
Porque não nasceria o pensamento de “eu”,
Mediante o hábito, relacionado com outro ser?

Deste modo, quando pelo bem dos outros trabalhar,
Um sentimento de auto-congratulação jactanciosa não surgirá.
É tal como quando me alimento a mim mesmo:
Não espero ser recompensado!

Por conseguinte, como me defendo a mim próprio
Mesmo de um ligeiro rebaixamento,
Do mesmo modo para com os seres me acostumarei agora
A ter uma mente protectora e compassiva.”

Toda a alegria que o mundo contém
Veio por desejar felicidade para os outros.
Toda a aflição que o mundo contém
Veio por querer o prazer para si mesmo.

Há necessidade de longa explicação?
Os seres pueris cuidam de si mesmos;
Os Budas trabalham pelo bem dos outros:
Vejam a diferença que os separa!”

[Shantideva in Bodhicharyavatara]

Um bodhisatva é aquele que não se satisfaz apenas com a sua própria felicidade e com a sua própria libertação. Um bodhisatva não só deseja do mais profundo do seu ser que todos os seres alcancem a felicidade absoluta, mas também que se libertem completamente do sofrimento e das suas causas.
Porque como diz Shantideva:
“A imensidão de alegria semelhante a um oceano,
Que surge quando todos os seres forem libertos,
Não será isso suficiente? Não satisfará isto?
Desejar a minha própria liberdade, o que é isso para mim?”

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